sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Retorno do verso encantado

Obrigado deus pelo presente sofrimento
Agarrei-o pelo rabo, patife!

Mas um dia as lágrimas purificarão suas raízes

Sem elas os dias seriam iguais ao cinza fosco do cinzeiro fosco das cinzas foscas
Seria fosco
A maldade seria minha metade
Suave navegar de poeira ao ar


Obrigado senhor
Agora estou irrigado pelo azar

Obrigado pai
Os versos voltaram a raiar

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Papoula negra, nega fulô




Reminiscências devolveram-me aquela imperativa melancolia poética

Luzes piscando pisaram os incessantementes lapsos de consciência

E, ao abrir os olhos

Raiaram sóis maiores que o sol

Entorpecido

Retornei ao reino de Hades

Pensando em voltar

Percebi que os caminhos estavam tomados


O solo de minha humilde embarcação se abriu

E pelos poros abertos de minhas veias latinas

Brotou a inenarrável papoula negra, nega fulô

(Poseidon insistia em mostrar o caminho!)


Nessas ondas encobertas

Ameaçada ficou Selene

(Dionísio abateu Apolo e Poseidon naufragou!)

...Coberto ficou meu caminho, flores, a papoula negra, nega fulô...





sábado, 7 de novembro de 2009

O nosso medo não nos move adiante
pois estamos a um passo do precipício
nossas loucuras não se encerram no hospício
nossa coragem é que nos leva avante

me diz qual é a soma das nossas constantes
qual é o vetor que precisamos seguir
felicidade não se encontra nas estantes
temos sonhos e um futuro a cumprir

nossos irmãos estão caídos aos milhares
cansados, pelas guerras e pela fome
nos canaviais a miséria tem nome
e o veneno é espalhado pelos ares
e pelas antenas de televisão
enquanto os jovens sonham
de bandeira e pedras na mão

Luciano Ferreira

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Triste? Não! Realidade

Que mundo é esse???
Onde pobres crianças
são obrigadas a trabalhar
e perder a infância.

Que mundo é esse???
Onde os pobres pagam
o que os ricos cometem.

Que mundo é esse???
Onde os escolhidos pelo povo
viram as costas
na primeira oportunidade.

Que mundo é esse, meu Deus???
Onde a desgraça de um é a alegria de outro.
É, esse é o meu
o seu e o nosso...Brasil!!!

Alana (Estudante da turma H1)

domingo, 25 de outubro de 2009

Nunca acredite

Não acredite...

Nunca acredite
Nunca confie
Nunca deixe isso fazer parte de você
Nunca deixe isso entrar em você
Porque não adianta...
Lutar por uma coisa que nunca foi sua
Não se afogue em suas próprias mentiras
Pois a ferida é simplesmente dolorosa
Assim como um sonho que se torna o seu pesadelo
Não adianta gritar por aquilo que um dia você acreditou
Simplesmente não se importe , não acredite....

Raul Raism Souza Freitas (estudante da turma H2)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Somos seres de sentimentos escuros
Fantasmas noturnos
Que choram pela tristeza
Que levamos nos pensamentos
Nossas almas melancólicas
Vagam pela noite sombria
Em busca de alegria
Perdidas nas sombras da escuridao
Vidas destruidas por desilusões
Por favor nao tenha medo
De uma alma que e triste e amaldiçoada
Trajando quase tudoSomos o estranho fruto
Do mundo feliz que ao existe !!!


Ialle Souza (Estudante da turma I2)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Descoberta

Descoberta (Alana Pessoni/ H1)

Me perdi em mim
me desesperei só de pensar...
E se eu não me encontrar?!

Queria saber o porquê!
Mas como?
Se nem tudo na vida tem motivo.

Descobrir!!!
Só dentro de mim mesma
posso me encontrar...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Soneto de liberdade









A luta pela angústia solitária cresceu
Embora tenebrosa, não me surpreendeu
E a caverna colidiu-se com meus anseios

Descobrir o barco sem condução
Dessas águas sólidas em abismo
Fez-me procurar o condutor

Mas eis que as águas estavam em pleno vinho
E baco sequer pronunciou meu nome
Percebi, então, que não estava preso
E no céu nuvens caminhavam em compasso inútil

A cumplicidade dessa tola maquinaria
Deixou o condutor aos fundos da caverna
E o barco acompanhado de Baco
Seguiu a trajetória sem rumo de um barco sem condução

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Poneylandia

Poneylandia

Olhe para o alto
Acredite firmemente
Tenha fé
Você vai ver a luz
Os pôneis vão te ajudar
Se você ver um pônei voando por ai saiba
Todo seu tormento e dor acabaram
Você será abençoado
Você irá pra outro mundo
Onde a grama é rosa
Seu cocô é colorido
Você ficaria noiado apenas com um gole de refrigerante de uva
Esse é um lugar onde a suruba come solta
Os pôneis vão te ensinar a suruba legal
Toma cerveja
Fica chapado
Fuma brau
Cheira vodka
Fazer sexo oral
E o mais importante
Fazer cocô

Oooooooooooh

Raul Raism Souza Freitas (Estudante da Turma H2)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Doces sonhos

Doces sonhos

Quero fugir,fugir de seu olhar
Quero fugir,fugir desse torpor profundo
Quero fugir para longe disso tudo, fugir de minha mente,onde você ainda existe mais forte...
Uma profunda dor enxe meu peito, e a escuridão me domina,lentamente...
Permaneci adormecido por todos esse anos. Foi tudo como um doce sonho...
Um sonho do qual eu não queria acordar, por você eu permaneceria nesse eterno torpor, somento por você.
Mas agora eu estou acordado,minha mente está lúcida, me libertei dos doces sonhos.
A realidade é algo dolorido,muito mais do que eu imaginava... Eu não aguento mais isso.
A realidade me tortura.
Quero você de volta,queria tê-la em meus braços.
Quero você distante,seu perfume me enoja.
Quero ama-la novamente,mas tenho medo da felicidade.
Quero novamente me afundar nesse profundo torpor, a realidade me assusta... Traga de volta para mim,o meu doce sonho...


Natascha - I-2 (Colégio Municipal Geralda de Aquino)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Pai nosso

Pai nosso que estais terra
Profanado seja vosso nome
vem a nós, nosso reino
Seja feita nossa vontade
Na terra ou em qualquer lugar

Os desejos voluptuosos nos dai hoje
Perdoai nossas crenças
Assim como fingimos acreditar em vós
Deixai-nos em plena tentação
Mas tirai-nos da mente a tola ideia do inferno

(Pois nossa é a busca, a vontade e o poder. Para sempre!)

Amém




domingo, 23 de agosto de 2009

A demoniocracia de 1989

Uma torrente revoltosa desceu a ladeira do seu olhar
E não pude deixar de me encantar quando a lareira se acendeu

Transbordou! sua boca abriu as ondas turvas do fogo passado

Já não havia mais nenhuma forma de parar
O vômito ininterrupto vindo à tona

Sem que pudesse gemer
Os olhares tocaram-se em profundo derramamento de larva fosca

Partidos, gemeram os partidos: viva a demoniocracia!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Hoje o vazio tomou conta de mim
Um silêncio absoluto vi-me caindo num absmo, de braços e pernas ao vento
No suculento sulco da morte
Azar ou sorte?
Vi-me um pedaço de gente
que sucumbe na mente em desespero
no apelo de nao mais ver
se nem ao menos pela ultima vez
na aurora do mês,
sabendo que o fim do há de chegar
como ondas de mar
como num breu
que o sol vem exterminando em chamas
como inuteis lhamas, que caranguejam no deserto
O fim ja esta perto!
errado ou certo?
e caindo, caindo , caindo em sorrisos para morte, isso que é sorte!
Na aurora do dia, que grande alegria!
Já desfalecia, sem dor sem lamento
no nascimento do sol
que grande arrebol
um lento inspiro
como eu admiro
o dia que irá nascer

Ariela da turma I1

Estudante do Colégio Municipal Geralda de Aquino

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Vaca Estrela e boi Fubá (Patativa)

Vaca Estrela e Boi Fubá
Composição: Patativa do Assaré
Música: Fagner


Seu dotô me de licença Pra minha história contá Hoje eu tô na terra estranha E é bem triste o meu pená Mas já fui muito feliz Vivendo no meu lugá Eu tinha cavalo bom Gostava de campeá E todo dia aboiava Na porteira do currá Ê, vaca Estrela, ô, boi Fubá Eu sou fio do nordeste Não nego o meu naturá Mas uma seca medonha Me tangeu de lá pra cá Lá eu tinha o meu gadinho Não é bom nem imaginá Minha linda vaca Estrela E o meu belo boi Fubá Quando era de tardezinha Eu começava a aboiá Ê, vaca Estrela, ô, boi Fubá Aquela seca medonha Fez tudo se trapaiá Não nasceu capim no campo Para o gado sustentá O sertão esturricô, fez os açude secá Morreu minha vaca Estrela Se acabou meu boi Fubá Perdi tudo quanto eu tinha Nunca mais pude aboiá Ê, vaca Estrela, ô, boi Fubá Hoje nas terra do sul Longe do torrão natá Quando eu vejo em minha frente Uma boiada passá As água corre dos oios Começo logo a chorá Lembro minha vaca Estrela E o meu lindo boi Fubá Com sodade do nordeste Dá vontade de aboiá

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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Fábrica Poética

Hoje tentei fabricar poesia!
Sentei-me frete à tela
E pintei os primeiros versos...

Li e vi vazio ali!
Reli e estava alva
E de tão alva...

Eu nada vi!

Soneto de fidelidade

Soneto de fidelidade
Vinicius de Moraes Composição: Vinicius de Moraes

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure

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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Morte do leiteiro

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Melancolia poética

Melancolia! espelho poético dos desesperados...

Os olhos tocam a superfície intacta e ultrapassam limites
A métrica? Fica sempre na primeira estação
A rima faz companhia à métrica
E a metafísica... Procura o vagão inexistente!


Eterna é a busca eterna do ser
E a melancolia se aloja no âmago da busca

E assim...

A poesia segue o humilde trilho da realidade melancólica...

Política literária

Política literária

A Manuel Bandeira

O poeta municipal
discute com o poeta estadual
qual deles é capaz de bater o poeta federal.
Enquanto isso o poeta federaltira ouro do nariz.

Carlos Drummond de Andrade (Algumas Poesias)

terça-feira, 26 de maio de 2009

e agora josé

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Pobre leitor...


Pobre leitor...

O vento avermelhado soprou o ar da escuridão
e a pobreza cá dos vales rompeu a noite

Sangue nos vidros...
E as portas em completo pânico
Queridos desaparecidos
Canalhas à postos
(não, não era o apocalipse!)





Meus olhos já não sabiam fitar o além
E arma-esperança havia sido espalhada em poucas mentes
E, sem saber o porquê, meus lábios se fecharam!

Os lábios não tinham aprendido a beijar
Os olhos? Embriagados...
E as mãos... sequer mostravam o punho!

Mas a esperança estava em mentes perdidas
e quando se encontraram... a flor brotou do asfalto!

Vi o brotar acontecer...
E não houve como os olhos não se encherem d'água
Não houve como os lábios se fecharem
E as mãos... mostraram o ardente punho!

Trás dos vales nasceu a montanha vermelha...
E toda esperança se encontrou naqueles seres

Agora está aí!? Caro leitor, não sabe explicar sua história...
Seu pensamento parece obra do acaso, Deus?
Sua vida é um tabuleiro sem peças...
E continua nascendo; crescendo... E, o pior, reproduzindo!

Acreditou nas estórias contadas à sua terna mente?
(...)

Pobre leitor...

domingo, 24 de maio de 2009

Reminiscência

Reminiscência

A agonia clamou minha presença
Abrindo as portas, janelas, abriram os olhos da saudade
Percebi a doce textura de suas madeixas e seus olhos turvos

(...)

Não me serviu ainda o suicídio
Trouxe-me, porém, os primeiros instante de minha terna vida

Os olhos da saudade esbugalharam
A dor humana crescente cresceu
E meus pés hoje... Já não sabem mais o retorno

fugacidade sem dia-a-dia

Não quero o amor morno dos lençóis embaraçados
Quero a fugacidade do vento
Passagem do hoje ao dia...

Eterna busca

Eterna busca

A busca de respostas não me veio em brancas nuvens!
As pedras da existência continuaram se chocando em plena força e vigor
Deixando do atrito o fogo nascer
Coexistindo as dores humanas e meus próprios brilhos



Hoje caí
Trouxe para esse chão gélido a terrível dor humana
E, como se não bastasse o fogo do gelo, o seu calor me ofuscou
lembrei-me dos seus olhos brilhantes e pálidos e às vezes oblíquos
Mas não foi o suficiente para gerar o conforto que sonhei

[...]

Eterna é a busca eterna do ser...


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O eu profundo e o nada

O eu profundo e o nada

O sentir se foi na correnteza do seu doce amor
E o campim-suave, suave flor, compôs a imensidão oceânica de um campo devastado
A dor, então, em um momento de vendaval pujança, esbravejou:
"Sou a eterna cor de sua busca!"
Abraçei-a e toquei seus finos lábios sentindo o que nos convence de nossa existência...