quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Soneto de liberdade









A luta pela angústia solitária cresceu
Embora tenebrosa, não me surpreendeu
E a caverna colidiu-se com meus anseios

Descobrir o barco sem condução
Dessas águas sólidas em abismo
Fez-me procurar o condutor

Mas eis que as águas estavam em pleno vinho
E baco sequer pronunciou meu nome
Percebi, então, que não estava preso
E no céu nuvens caminhavam em compasso inútil

A cumplicidade dessa tola maquinaria
Deixou o condutor aos fundos da caverna
E o barco acompanhado de Baco
Seguiu a trajetória sem rumo de um barco sem condução

Um comentário:

  1. gostei destas metaforas utilizadas para fazer esta serie de denuncias exisntencialista, sobre a busca de uma liberdade em um mundo imerso numa escravidão, amarados que estão os individuos por correntes invisiveis em que se encontram enmaranhados nas teias dessas relações socias alienantes e opressivas. para mim vejo isso quando você utiliza a palavra "caverna" que é uma alusão ao mito da caverna de platão, onde o aprisonamento do eu e inpersepitivel para o próprio individuo, algo estremamente atual para se analisar nossa sociadade atual.
    ney gonçalves.

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