sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Retorno do verso encantado

Obrigado deus pelo presente sofrimento
Agarrei-o pelo rabo, patife!

Mas um dia as lágrimas purificarão suas raízes

Sem elas os dias seriam iguais ao cinza fosco do cinzeiro fosco das cinzas foscas
Seria fosco
A maldade seria minha metade
Suave navegar de poeira ao ar


Obrigado senhor
Agora estou irrigado pelo azar

Obrigado pai
Os versos voltaram a raiar

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Papoula negra, nega fulô




Reminiscências devolveram-me aquela imperativa melancolia poética

Luzes piscando pisaram os incessantementes lapsos de consciência

E, ao abrir os olhos

Raiaram sóis maiores que o sol

Entorpecido

Retornei ao reino de Hades

Pensando em voltar

Percebi que os caminhos estavam tomados


O solo de minha humilde embarcação se abriu

E pelos poros abertos de minhas veias latinas

Brotou a inenarrável papoula negra, nega fulô

(Poseidon insistia em mostrar o caminho!)


Nessas ondas encobertas

Ameaçada ficou Selene

(Dionísio abateu Apolo e Poseidon naufragou!)

...Coberto ficou meu caminho, flores, a papoula negra, nega fulô...