sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Retorno do verso encantado

Obrigado deus pelo presente sofrimento
Agarrei-o pelo rabo, patife!

Mas um dia as lágrimas purificarão suas raízes

Sem elas os dias seriam iguais ao cinza fosco do cinzeiro fosco das cinzas foscas
Seria fosco
A maldade seria minha metade
Suave navegar de poeira ao ar


Obrigado senhor
Agora estou irrigado pelo azar

Obrigado pai
Os versos voltaram a raiar

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