quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Goyazes de agora

Grita calúnia
Ama generalização
Afirma com certeza

Da polícia faz o estremecer
D’alma o nada
Do ser uma vítima
Da política o furor

Nesse ar de desgraça
Renasce cristo
E à cruz o levam novamente
Em carniça e ódio
Os goyazes de agora

Fontes de loucos

A Carlos Nejar

Fontes aos loucos

É preciso estar em si
Para de si
Brotar água

Preciso é que fora de si
Nos montes de Zaratustra
Construa a ponte

E d'água incessante
Da ponte em curso
Seja feita a própria vontade

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Inseticida

Abre-se lírica
Curva-se épica
Pétulas
Palavras abatem insetos
Insetos Jargão
E o trágico se ergue
inevitavelmente
Ao findar dos versos