sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Rio em sal

Rio em sal

Acordei com dois pulmões cheios
Sem grito e engasgado
(Velha tosse seca heptassilábica!)

Aquele rio revolto
Desaguou silenciosamente

Dois meses
E dois limões
E nada
Cresceu o mar morto



Ao meu lado, porém
O velho amâncio – eterno estudante
Petiscos e levedo, consolo

Queria dizer adeus
É que as águas turvas
Aparentemente doces sem gameleiras
Salgaram meus últimos instantes


Ao grande mestre Ailton

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