quarta-feira, 3 de março de 2010

Em fumaças

Enfurnei em mim
E em mim é profundo
Mas não poço fundo que impeça o salto

Sabor invade narinas que é escola
Corpos nus me fazem lembranças
Lágrimas e zombarias
Mas era atrás dos muros
Que intrigas não faziam ouvidos
E os corpos atraídos
Tocavam lábios dispersos


Marcela
Ou Carla
Ou Lorena
Crianças não namoram (só choram?)

A igreja Suzana
O diabo tem nome sacro
Mora aos fundos e em banheiros
(banheiros infernais?)

Febres varginais
Cruzavam pernas sem cuidados
Traduzidas em ínfimas carícias
Despercebidas ao culto profético

Tinto suave?
(Porque quando não há doce
Suave torna o dia pudoroso
Obrigatoriamente!)

Corri, chorei, bebi
E só agora, percebo
Transas enfumaçadas de mim

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