sábado, 20 de março de 2010

Sobre uma poesia bunitinha

Sobre uma poesia bunitinha




Degusto o comentário tardio


Jamais cantaria esse agora
Não fosse a gota
À beira da queda


Mas amor não são palavras
Empalhadas e presas ao varal do tempo
À espera do vento que as leve



(Na igreja silenciosa
Sentimentos escorriam
Entre ralos lacrimejantes
Como esconde-esconde de olhares)


À placa, maranata
E eu, só
Venha minha amada

Orei ao impossível
Para ser passado
O que salivou outrora


Mas sem instintos
Boçais idealistas
Imitavam cães diariamente

-Metafísica nenhuma, proclamo!
Fé, só nos pés que calçam o chão

Perfuro a matéria esclerosada
Para resistir rugas passadas

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