segunda-feira, 21 de junho de 2010

A morte solitária dos cabelos caramelos


Viver é morrer só
em casarão de lua cheia

Penso como romance não escrito
com cheiro de poema-penumbra
em Pirenópolis ou Ouro Preto

Um sonho não sonhado!
Reminiscências de pesadelos passados
lembranças da estrada perdida


Vivo hoje meu amanhã
sentimentos mortos em ditaduras de agora


grito como criança sem sono
fabiano de graciliano
e nenhum amor forçado
de caetano a leoni
me faz conduzir um andor!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

dane-se


recrio crenças
faço do concreto
minha utopia presente

encontrei vestido longo
vestido de pele morena
e cabelos dispersos
de cuja tarde ouvi:
"educo para a revolução!"

um laço revolucionário desfez
em cólicas de oprimidos
eram olhos banhados em águas de mina (divina!)


insensato sou
diante da luta
(mas me atrevo a participar!)
e regresso ao meu quarto de quatro anos
com a velha timidez
porque sem álcool sou fóssil de anos

hoje voltei
mas disse "dane-se!" à loucura
e não emudeci

só, sou vinho de hoje
uvas podres sem fermentação

tinto, sou todos
pintado pelo sangue da classe
protestos que jamais serão em vão