quinta-feira, 8 de julho de 2010

antigos rituais

À procura de rituais para não mergulhar no nada
Não quero dormir para não ser incosciência de sono, às vezes sem sonho
Talvez militância seja uma barreira à fragmentação
como a adega do avô que não tive

Há muito louvo o poder dionisíaco
mas confesso
amo só o que me faz acordado

Xadrez entorpecido é a simulação do comunismo!
mantenho-me vivo e sou peões e marx e torres e engels
no meu tabuleiro não há lugar para bispos
Amai ao xadrez
pois dele é a luta e o amor
(profecia popular: todos peões serão coroados!)
Mas não se esqueça do álcool das greves

álcool e xadrez e militância e mulher
minha resistência ao fracasso
um passo rumo à completude, minha resistência ao caos



À pós-modernidade
valho-me de antigos rituais

Um comentário: