quinta-feira, 8 de julho de 2010

entre insônia e pensamentos


Hoje quero tudo que tenho
(um quarto repleto de insônia e pensamentos)


Minha sorte continua em livros velhos de sebo fechado
Ou em livraria burguesa que se compra sem pagar

Barbas crescem entre contas delirantes
mas é Beethoven que maldiz o sono
enquanto transo comigo

Não era dia de poemas
nem lua cheia ou álcool
mas ao som do vento
(não descarto a fumaça do cigarro que não fumo)
os versos nasceram entre dedos dormentes

Até greve de sexo é pintura infantil
Sete meses não passam de um dia

Não
definitivamente não sou poeta!
a brisa torpe não me convenceu

Sei que Ipanema voltou
Alice apareceu
e meu deserto
hoje
não cabe num poema!



A Fernanda que me ensina a viver!

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