sábado, 20 de novembro de 2010

não chora pela boca alheia!

Quando um homem chora, as lágrimas tecem o ar do silêncio - os peitos de outrora não ouvem gemidos. Em mim, hoje, só o disparar incontido do coração... parece que é hora de explodir para ser reconstruído posteriormente - ciclo vital da existência. Por um tempo só cresci, e construí uma imensa bolha - pensei que não podia ser destruída -, mas tudo que é bolha se desmancha ao ar. Era imensa, eu era imenso, tornei-me líquido pela primeira vez aos dezesseis. Pensava que seria água eternamente, porém quem aprendeu a ser bolha retorna ao estágio inicial inevitavelmente. Assim cheguei ao hoje que é igual ao hoje de seis meses atŕas, igual ao hoje de um ano e meio, igual a bolha estourada pela primeira vez. Estou inchado como quem não suporta o próprio coração, estou imenso... o outro já é todo espelho, entretanto não sou eu quem reflete! Discute como eu, chora como eu, todavia não sou eu quem chora pela sua boca. Meu pedido talvez fosse: cala coração, e não chora pela boca alheia!

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