quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

sujeito-homem

Abraço-me escrevendolendo
e já tiro do colo o que sou agora

de mim, sou linguagem pura, a pureza de milhões!
conhecer-me, sem pitacos alheios é ser discípulo de mim


- Vou parir todos para saber quem sou

parto-me à dor - a luz apaga e a coluna dói -
após, aliviado - posso ser visto por olhos distantes

ao ler-me, já não (in) divíduo o que sou
unifico-me ao caminho dos outros - à procura do homem

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