domingo, 20 de março de 2011

DEPURAÇÃO DO HORROR

saio à noite, pelos vales de Santo Antônio ou em Buenópolis-de-infância ou, ainda, na praça cívica ou em qualquer lugar - encontro-dos-esquecidos/ gozo escuridão adentro e, no terror de Poe, faço digressões para ouvir mais/ é mais uma sex-ta/ o sexo explícito da fala dá voz a quem perdeu a língua/ mas não pense que são os lugarejos ou as pessoas ou mesmo o clima/ "os verdadeiros adoradores adorarão em espírito e em verdade"/ em casa, nos trabalhos normais, mortais, ouço nascer a subversão/ é no queijo curado, no caldo de cana degustado, que me autorizo a lapidar o horror

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