quarta-feira, 9 de março de 2011

queda-nada-livre

tudo começa com mais uma máscara encantadora
máscara posta, cai o pano - a plateia entorpecida se vai

-é mais um dia de teatro de sombras! não sabendo qual persona usar, o ator vaga-vagarolando

noutro dia, outra peça. Abre-se o pano e nova máscara é posta
vai de mil histórias... pano fechado! o poeta, personificado, busca o calor dos bares, longe- longe de si

travestido de mestre, ergue-se frente à classe
intransponível, deixa a plateia em queda-livre

-hoje, o mestre dos encantos, amanhã, senhor da guerra

abram os panos! mais uma peça se anuncia.
todos a cavalo - o cavaleiro inexistente reinará por um segundinho de vida


ou ainda, sem anúncios prévios, a plateia será posta num cinema-mildez
mas, ao sair, perceberá que não há cheiros, tampouco cor, a vida.

em queda-nada-livre,
os mortais,
mascarados,
deslizam,
cambaleantes

3 comentários:

  1. a gte terminar por fazer das máscaras a essencia...

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  2. é verdade, Lu! só com muita dor para tirar compreender/escolher as vozes do nosso discurso.

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  3. Máscaras, Máscaras, Brincando de dizer á verdade?

    Ms. Regner

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