sábado, 2 de abril de 2011

Ouro é de tolo, Cora de Goiás

sei que a tolice desfaz cada palavra dita
mas algumas ideias de veia
são velhas de corar a face
que nem Cora que revive Goiás

reencontro vermelho, um rio seco desossado
cortado pela ponte - aquela que se esconde cartas ao primeiro amor
casa de um lado, rio que corta
do outro, o mestre
padre
pai
errantes, de palmatória e sandálias franciscanas - Amém!

íamos de mãos dadas, minha professora e eu
enquanto o futuro estava nos braços pesados de São Paulo

fim!

retorno a Goiás
dilacerada
mas, iniciada
ressignificada pela escrita

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