domingo, 17 de abril de 2011

sem contingência

num hei de duvidar mais
a certeza é a vida em si
não há contingência alguma no azul celeste - resolvo tudo numa baforada de cigarro que não fumo
sou, de agora em diante, braços, pernas e alguns fios de cabelo

sou um, dois pés descalços
dedos calejados pelo violão esquecido na escola
sou calos de academia
cabelos não cortados - e também os já cortados, não esquecidos!

já não há rendição, religião ou metafísica de merda nenhuma
li ontem que hiroshima voltou em fukushima
meus olhos leram
são dois olhos sem lágrimas, e só!

metafísica nem merda nenhuma!
filosofias de banheiro, de Zé ou Jurandi, são merda, a mesma feita em terminais
e sou mesmo máquina de confeção de bosta, preta, barrenta
sou fábrica de fios encaracolados de cabelos, de bosta ou unhas desfiguradas
cheiro de axilas sem banho,
de unhas engrecidas de fezes
ou pau após a ejaculação

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