sábado, 18 de junho de 2011

Diva



Diva,
os assassinos
de espíritos corroídos
permanecem de pé
são magros, atléticos
mudos de alma
doentes e, pior
consanguíneos

Se tivesse estabelecido contato antes
não recusaria um cigarro
beberia o que fosse necessário
e andaria por todo o Urias
-sua morte seria mais leve

Covardes,
façam suas homenagens
não se esqueçam, porém
dos choques
das drogas
e da camisa de força

Se foi
mas deixou uma boca aberta
em completa putrefação
fechada apenas por panos de linhas finas




À minha tia Diva, falecida em 13/06/2011, e a todas as vítimas da política manicomial.


Um comentário: