quarta-feira, 8 de junho de 2011

MERDA em caixa alta



Nessa merda 
merda minúscula do cotidiano
sinto apenas o cheiro fétido
de bosta barrenta de terminais lotados - bueiros de gente
sinto o que nem sempre o nariz suporta

No ônibus vomitado, lotado
no caos insano do dia
ou na noite entorpecida em sala de aula
professores de séculos passados
só há o cheiro
cheiro de merda, merda-capital

é nesse fogo cruzado
dessa  pol(t)ícia goiana-carioca-brasileira - assassina
que faço bomba, meu próprio ser

ah,
os padres, pastores, monjes, professores
cegos-médiuns
sem remédios
sem palavras
sem nada

É em tudo, em mim
que floresce a MERDA!

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