sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Canalhice pau no cu


Canalhice pau no cu


“Porra, mas que merda é essa?”
“Eu estou te pagando e nós combinamos que você não iria reclamar...”
“Eu não estou reclamando, estou te perguntando: que merda é essa?”
“Cale a boca, caralho!”
“O que é que você anda comendo? Meu Deus, que merda!”
“Você tirou? Por que você tirou? Eu falei que não podia tirar!”
“Olha, eu estou acostumado com essas coisas, mas eu juro: nunca vi uma porcaria dessas.”
“Não olhe então, caralho! Fique quieto! Cale-se e não olhe! Faça como combinamos.”
“É sério, não há dinheiro que pague isso, nunca mexi com tanta porcaria, isso é doente.”
“Fique quieto, está machucando, porra!”
“Aff! Toda vez é sempre a mesma coisa, eu não te entendo, dói?”
“Cale a boca, caralho!”
“Se não está bom por que não para com isso?”
“Quieto, cacete!”
“Tá ficando duro, viu?”
“Não faça isso!”
“Por que não? Não é melhor assim? Hein?”
“Sai, sai!”
“Nossa, mas que merda!”
“Fale baixo! Minha mãe pode ouvir!”
“Sua mãe? Mas ela não tinha morrido?”
“Se ela te ouvir, te mato, juro!”
”Tudo bem eu falo baixo, mas me responda: quem foi mesmo que você matou? Seu pai ou sua mãe?”
“Ai, ai, cacete! Não mexe, não mexe!”
“Não posso mexer, não posso falar, esse fedor... Vai se fuder seu merda, faça isso sozinho! Nem todo mundo é igual a você, entendeu? Eu vou embora, chega!”
“Não, não saia. Não se mexa e não saia, por favor.”
“Então me conte, me conte”
“Contar o quê?”
“Quem você matou? Seu pai ou sua mãe?”
“Eu não matei ninguém! De onde você tira essas ideias?”
“Esqueça, vou embora, já acabou o tempo”
“Já? Mas...”
“Ei, ei! O que é isso? O que foi que você fez? Meu Deus, o que é isso? Você cortou?”
“Não olhe, não olhe!”
“Por que isso?”
“Eu sinto um vazio...”
“Não me diga que você enfiou.... não fez isso, não é mesmo?”
“Fiz! Quer ver? Fiz há muito tempo. Veja! Veja!“
“Que caralho é esse? Merda! Isso tá apodrecendo aí, filho da puta!”
“Não fale assim!”
“Por isso é que ninguém te vê, né filho da puta? É nessa merda que você se enfiou, puta merda! Caralho! Vai tomar no seu cu, porra! Ainda faz eu me meter nisso! Porra!”
“Não vá embora, por favor!”
“Fique longe de mim, seu filho da mãe!”
“Não me deixe!”
“Chame ela! Quer foder alguém? Chame ela!  Filho da mãe! Filho da mãe!”
“Não vá embora! Não, não, não, nããããããããããão!”



Autoria: Matheus Padilha

Um comentário:

  1. Muito bom! A Estética da MERDA parece florescer. Podem continuar mandando texto... aqui é o espaço!

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