sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Desaprumado

Nas correntezas de gravetos sem nome
quero jogar meu corpo
seguir embaraçado nas águas
rasgando dias, rompendo noites
e, disforme, tomar a forma da pedra
da folha, do menino que dança n'água
disforme: tomar a forma que convém

Nessa cadeira de balanço
na sesta de domingo
meu corpo não caminhou uma légua
mas está parado, cansado!

Agora caminho sossego
embora cansado, desaprumado
sigo viagem

Um comentário:

  1. Essa eh a minha historia! Cansada, desaprumada, mas seguindo viagem....

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