sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

olha o carro, Almiro!

olhos refletidos no espelho do retrovisor
as lágrimas infantis anunciarão o trágico da noite

um senhor atravessa a rua
(travessa 68)
a meninota, já acrescida de seios gigantes, grita ao idoso
uma bicleta invisível percorre o dia
enquanto o pão solta das mãos estrangeiras rumo ao estômago vazio do cão

ao longe, um carro voraz
(a velocidade é rápida demais para que o percebam!)
uma chuva de lama levanta voo para a pistola dinâmica dizer fim à vida de um velho.




Nenhum comentário:

Postar um comentário