sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Furo

É fundamental acreditar nas imagens que se vê! As vozes anunciam o desejo e mesmo assim tapamos os ouvidos, permanecendo diante da couraça do cotidiano - preso às armaduras do passado. A repetição é peça que impede galgar novos espaços, o que é sintoma de uma couraça enraizada. Não se trata, porém, de retirar à força o que os anos assentaram a ferro e fogo, mas, tão somente, enxergar/ouvir e creditar no que está por vir como elemento de repetição. Ah, aí sim pode haver escolhas! Não o livre arbítrio cristão (faça o que quiser e venha morar com o diabo!), mas a possibilidade de fazer o furo, uma possibilidade outra de se reinventar. 

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