sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Ah, meu pai!

Essas cabrochas feitas do campo
de chão vermelho e roupas rotas
que acordam cedo ao canto do galo
são belas de lamber os beiços

De olhar penetrante
cheiram a vizinhança café-fumê
arrepiam até o mais brabo touro sertanejo
e na lida diária lavam a relva com um cantar sem jeito de sofrido

Ah, meu pai! Se nascido e crescido fosse...
se meus pés tivessem os calos de milhões de espinhos...

Ah, meu pai!
eu tomava por esposa essa brabeza
que sentada à porta, às seis
me esperaria quente ao jantar!

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