sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

procedência maligna do discurso

A fala é força capaz de mobilizar-se. Além, é óbvio, de causar o outro. Entretanto, sempre respondo diante do que posso dizer. Diante do que é posto e que causa polêmica, porém a afetação do outro é somente diante das próprias questões. Não digo que vou a Roma se posso somente ir a Brasília; não digo que farei algo que não posso me comprometer. O desejo do outro é que a resposta seja sempre "sim" e sair do anseio do outro é bastante delicado. Meu "sim" será dado diante das minhas questões, não em função de um desejo metafísico. Enfim, considero que há responsabilidade no acaso, responsabilidade naquilo em que se compromete. É por isso que o versículo da Bíblia faz muito sentido hoje em dia: "Sim, sim, não, não: o que passa disso é procedência maligna".