sábado, 9 de novembro de 2013

Cucuia inveterada

O que escrevo não é de hoje
nem será lido amanhã
o que escrevo é obra de um vendaval
perpétuo
inumano
invertebrado.


Não busque aqui seu mal-estar
ele estará na linha tênue
no desague
desmame
desarme
de tudo quanto há entre ti e o outro



Não tenho em mim o amor do mundo
nem o ódio
a indiferença tem um tom fósforo
(queima o que é inveterado!)

Não passe os olhos nos meus versos
aqueles que carregam plumas
e não reconhecem o plano sangrento de si


Que vá às cucuias!
que me deixem (versos) quietos
como os pássaros pousados no fio da estação
não vou explodir



Deixem aos cães
quem nasceu
CANINO

Nenhum comentário:

Postar um comentário