segunda-feira, 11 de novembro de 2013

licor sorvido


Escrevo despossuído de ideias.
Qualquer gole fortuito,
na mente de outrem,
é capaz de acender uma centelha.
Mesmo não nutrindo estima alguma
as faíscas se difundem sem porquê.



Recebo uma ligação:
um aperto de mão, uma piscadela.
Recordo, enfim, de que ali houve lição
mesmo aonde olhos não puderam alcançar.

                                                      o licor é um já-dito
sorvido por todos
que se julgam pioneiros!

É preciso antecipar, prever,
ainda que sem nenhuma garantia,
o passo dado pelo homem
o dito que fora dito
em milhões de palavras alheias.

Desprovido de sentido, porém,
às portas do ouvido
insisto sem pestanejar.

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