sábado, 9 de novembro de 2013

um ano depois

Na volta tudo o rio arrasa
um ano depois das mesmas palavras
as mesmas palavras
ausência é só um dito de outrora

ontem havia uma esteira, fábricas febris
na minha áurea, no meu porvir
um lance de além
(do quê que ruge sem palavras)
- torno-me humano e vertebrado

a esteira da fábrica rola peças de vários motores
vapt vupt, vapt vupt
uma senha, um passo...
vapt vupt, vapt vupt
uma senha, um passo

no outro dia, depois de um sono dormido
um novo baile, um novo curso
e lá!
Ele presentificado no sem porquê do nada.

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