sexta-feira, 25 de agosto de 2017

amor ao fracasso

Vamos todos assistir ao nosso fracasso
Esse dedo podre (e longo) que aponta ao aquífero de coca, a coca preta de açúcar branco, ainda cairá...
No mundo vampirazado, repleto de úlceras herdadas, abertas, nossos filhos sobreviverão?!
Então, vamos celebrar o fracasso
Dos vales
De São Francisco
Dos montes, dos belos montes
Deixemos, pois, essa mão apodrecer Aplaudamos (com as mãos que ainda restam)
os dedos macabros ruírem
E as minas se acabarem
Num cabaré, quem sabe!,
Ou em versos
(Esse alimento dos desavisados!)
Porque de Mariana
Mesmo
Ninguém se lembrará!

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