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incertezas escritas

é horrível perceber falsidade em mim hoje não tenho necessidade de esconder a vida não sou ateu, nem creio em deus - inexplicável é esquizofrenia desconhecida meus deuses são absurdos encontrados -um carro estraga, sou o único por perto -alguém teve um sinal de timidez: soluciono a problemática neurolinguística vi alguém morto... conversei e ouvi sinceridade em quem não parava de falar ao lado, outrem calado nos observava eu que não estou morto, mas vivo pouco... parecia morto de ternura hoje, estou livre do aperto abdominal sinto, porém, um mundo em minha boca, e dói dói que esqueço de mim tive medo da patologia do XXI percebo: é depressão esquizofrênica de impotência não quero escrever algo tangível, delimitado minha cerca é arme farpado não esticado minha moleza permite ultrapassar o além-mim o arame é mole como minhas incertezas hoje saí... olhei ao campo e vi colírios incompreensíveis reli meu eu nas vaquinhas e peixes e crianças presentes ali meu mun...

dias de greve

Minha ideia é cansaço, rejeição e luta -olhos de greve também derramam lágrimas! Hoje passamos em escolas como quem amola alicates alheios Nossos pés doem CMEI's que funcionam; carros são movidos à força de greve Enquanto gargantas gritam apelos a quem não ouve - são couraças ameaçadas - a canção continua É que a solidariedade docente transforma inocência em rebeldia - besouro em homem! E, os dias de luta, as ameaças impostas... são pegadas à vitória

Insistência

Insistência Portas fechadas, caras amarradas, argumentos, juramentos, mãos atadas! Mas a esperança de portas abertas com hora marcada. Luiz Mauricio Rodrigues de Almeida

Pronto?

O poema não está pronto! não está pronto o poema definitivamente, não está pronto (foi só paixão, sinapse ou inspiração) Gemidos de frases perdidas ecoam - insuportavelmente! a literatura é feita de escavações profundas entre atritos, a poesia popular reaparece nas bocas dos muros: -vírgula limita centímetros de poesia? -rimas são capazes de destroçar algum eu? -racionalismo não é inconsciência da alma? Às vezes, a poesia é insuportavelmente autoritária grita de vários versos tantos belos versos que o poeta se desarma em seguida, são apenas escravos ignorados - palavras certas como dentes brancos! Confesso, não posso ouvir todos em mim não sou poeta estadual ou federal, mas decido versos procuro maioria em mim e, quando não me encontro sou eu sem mim!

pErSoNaS

Por que retorna sem avisar? (sou acompanhado do distinto aperto abdominal!) hoje nenhuma lágrima desceu à boca, Felizmente, Todo conflito se resolve em greve de junho bela, radiante, aparece inesperadamente... mas o macho já é velho homem macho e o vinho já sofreu metamorfose, tornou-se vinagre, Infelizmente, Em ondas reaparecem nódulos perdidos, espalhados chorei num grito de orgasmo e deixei seus braços em braços abertos, relações pervamistosas agora, meu estômago flecha a boca, Calo-me, À meia noite o toque do celular acompanha o disfarce por que camuflar sua inconsciência? apesar de ler mentes alheias continuo aprisionado em páginas antigas Ontem, ouvi perguntas sobre comédia humana exijo respostas à polícia russa eu, ditador de mim, exigo respostas...

sal em Maiakovski de mim

uma lágrima me vem à boca gosto salgado do devir como barulho ensurdecedor do passado eterno é Chico, é Jamesson Buarques confusos em identidades coletivas vou-me em subjetividades alheias (conversas de vinho em meio-fio qualquer) e pulso como sexo de mulher excitada creio na libertade como libertinagem humana retorno a Jamesson, a Chico apoio naqueles que executam revolução infelizmente não há roda de samba hoje -troia é Goiânia onde morro! Vejo-me à esquerda de nietzsche à destra de Lacan de mãos dadas com drummond olhando os que se mexem anônimos que vomitam Marx sem conhecer xadrez ouço todo horror russo toda limitação cultural chinesa (kundera quer sua leitura, maiakovski não encontrou culpados!) munido me vou em dias de noite pela Grande Marcha liberto-me nas resistências alheias -libertinagem hippie quebra qualquer bolsa de valores meus ideais cristãos tornam-me a Dante o inferno medieval é o purgatório renascentista o inferno de hoje são lágrimas de Salém reprimo-me ao som barb...

Indecisão

Indecisão Trabalho, escola, casa, são um dos ambientes que requerem algum tipo de decisão Mas estou aqui mais uma vez sem o mínimo de reação... Não importa muito quais as consequências, Pode ser por causa de minha adolescência Sei que um dia serei adulto e que pra isso terei que seguir etapas e da vida levar muitos ‘’tapas’’, para alcançar a minha maturidade e sair dessa indecisão de minha tenra idade. Logo quando eu passar dessa fase de intensa loucura Terei que ser um homem decidido porque futuramente serei uma espécie de exemplo a ser seguido, mas tenho certeza de que pra essa minha louca indecisão logo encontrarei a reversão! Luiz Mauricio Rodrigues de Almeida