sal em Maiakovski de mim
uma lágrima me vem à boca gosto salgado do devir como barulho ensurdecedor do passado eterno é Chico, é Jamesson Buarques confusos em identidades coletivas vou-me em subjetividades alheias (conversas de vinho em meio-fio qualquer) e pulso como sexo de mulher excitada creio na libertade como libertinagem humana retorno a Jamesson, a Chico apoio naqueles que executam revolução infelizmente não há roda de samba hoje -troia é Goiânia onde morro! Vejo-me à esquerda de nietzsche à destra de Lacan de mãos dadas com drummond olhando os que se mexem anônimos que vomitam Marx sem conhecer xadrez ouço todo horror russo toda limitação cultural chinesa (kundera quer sua leitura, maiakovski não encontrou culpados!) munido me vou em dias de noite pela Grande Marcha liberto-me nas resistências alheias -libertinagem hippie quebra qualquer bolsa de valores meus ideais cristãos tornam-me a Dante o inferno medieval é o purgatório renascentista o inferno de hoje são lágrimas de Salém reprimo-me ao som barb...