*Texto elaborado ao Comício Poético (Revirada Cultural Goiânia-GO - 2011) Para além do bem-estar poético Poeta, profeta, protesta. A profecia anuncia o que virá: partindo do imaginário, o profeta constrói e proclama um novo momento. Não é diferente ao poeta! Através da escrita, há a possibilidade de reinvenção subjetiva. O poeta subverte a linguagem, como a dar forma ao desejo, como a realizá-lo. A transgressão é característica básica de quem é tomado pelo desejo, uma vez que o querer não segue os ditames morais. Poesia não é falar de si, já que o poeta é tomado pelo furo, pelo inumano, pela linguagem. Assim, nasce o poema, e, em seguida, outro vem subsequente (o desejo não pode ser satisfeito completamente). Não há realização plena, o furo permanece! Há uma fome poética, fonte d'alma, que momentaneamente consegue se dar por satisfeita (nasce o poema), há o gozo, mas, momentos depois, a fome (da fonte do desejo) toma o artista novamente - mais...